quarta-feira, 22 de junho de 2011

Disputas e competições

E ontem, confessando que super tentei "roubar" no jogo e olha o que deu: a carta da sequência veio aqui como que parecendo me lembrar que as coisas são inevitáveis.

Sempre entro no dilema: estou dessa forma por que a carta saiu, ou ela só reinterou algo que está de fato acontecendo comigo? Calaboca! Hoje foi exemplo disso.

O 5 de paus fala de disputas, competição - principalmente no ambiente profissional. Apesar do tom de guerra da coisa, aparentemente a carta é muito mais um teatro-drama, um jogo de crianças, de moleque brigão.

Brasil, se eu pudesse transcrever o bate-boca que tive que intermediar por e-mail, eu juro que a coisa toda explicaria por si só.  =)

A melhor coisa que fiz foi ter estudadinho a carta logo cedo, e coloquei todos os meus sentidos em alerta para lidar com essa situação que, sem esse conhecimento, teria me roído o estômago.

No final, a situação foi contornada e tive uma reunião super reatadora com minhas expectativas à noite.

Ah. Só tenho a agradecer =)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vamos alinhar as expectativas?

Acredito que o oráculo mora na sempre na pergunta, não na resposta. O fato de desejarmos ouvir um outro ponto de vista sobre sua vida (seja via tarot, horóscopo ou opinião do porteiro),  significa que há o desejo de  mudar os conceitos fechados e tentar fazer algo diferente - romper pensamentos engessados para pelos menos tentarmos mudar o tipo dos erros que cometemos.

Apesar de não escrever todos os dias, abro diariamente uma lâmina de tarot para entender como vai ser o dia. Não sei se é o fato de ter assumido um compromisso com o auto-conhecimento, mas esse exercício tem indicado caminhos que não perceberia se não tivesse refletido sobre ele antes.  O distanciamento e análise de como as coisas podem acontecer (e acontecem!), fazem com que eu tome consciência das minhas limitações e trunfos e consequetemente me deixa aproveitar melhor as oportunidades.

E daí que hoje veio o danado do 5 de copas. Ainda tentei roubar no jogo e tirar uma segunda carta... 5 de paus. Só percebi que a coisa tá conectada mesmo quando vi a mesma carta aqui, no Via Tarot.

Como o 5 é uma carta de transição - e todas as quebras da rotina trazem alguma insegurança - as 5 copas acompanham a sensação de que todo investimento de energia e carinho foi pelo ralo. Ai que ressaca!

Já que a ideia é justamente superar os obstáculos e aprender alguma coisa, a dica do jogo aqui é se preservar. Pra melancolia, sempre um bom remédio é o auto-cuidado. Se curtir (até mesmo no facebook), lendo, ouvindo, cheirando, bebendo e comendo coisas que sabe que vão te fazer bem. Se poupao r de pensar e reviver coisas que te tragam pensamentos negativos. São eles que de fato aprisionam e nos paralisam de medo de viver da maneira que desejamos.

Pelo que entendi, a parte mais perigosa da carta não é nem o rancorzinho em si, mas a nossa reação à ele. Se a decepção toma conta e você resolve responder aos outros à altura do que sente, pode cometer injustiças e ter problemas ainda maiores para lidar no futuro =).

Ai. Vou me recolher e fazer a liçã de casa.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Pra tudo tem um (re) começo

 “Se o mundo visível não passa de ilusão – pergunta-se Oswald Wirth – o seu criador não será o ilusionista por excelência?” 

Nessa quarta-feira de mercúrio, chega o mago todo mercúrio pra somar a energia de fazer alguma coisa nova.

No meio da correria, a gente pára e percebe que o que estávamos perseguindo até ontem esfarelou, sumiu, perdeu o sentido. Outra realidade passa a ser a sua e pasme: esse novo cenário, por incrível que pareça, faz mais sentido do que o que estava sendo vivido até ontem.

Difícil não é lidar com o fato de que algo acabou, mas sim entender o motivo das grandes mudanças... só assim é possível resgatar a energia para perseguir novas metas, rumos e desejos.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

DEZ anos de blog!

Gente... e quando cheguei aqui, eu era apenas "dezenoveanos".

domingo, 23 de janeiro de 2011

"Melhor morrer logo... "

Maravilhoso seu Naná entendia de V de espadas. Foi nele que pensei quando virei a safada de espadas.

Vamos lá... acho que depois de uma dessa... é o momento de cultivar a paciência, afinal, tudo tem seu tempo certo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Aquelas palavras

Título da música: Aquelas palavras
Gênero musical: Samba canção
Intérprete: Alves, Lúcio
Compositores: Wolkoff, Benny - Bittencourt, Luiz

Data de Gravação 00/1948
Rotações: Disco 78 rpm



Adeus, nosso romance chegou ao final
Amor nunca existiu entre nós

Realmente seu pensamento é bem diferente do meu
Vivemos em plena rotina, entre nós nunca houve união...

Lastimo profundamente este fim tão banal
Assim não é possível viver

Francamente sigo o meu destino,  você segue o seu
Caso de amor como o nosso não tem outra solução...

Aquelas palavras feriram demais o meu coração
Guardei na retina o instante Cruel da separação
Um dia, talvez, ela julgue o grande mal que nos fez
E assim novamente iremos viver nosso sonho outra vez...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Não posso mais afirmar que sou a mesma pessoa

Rei de Copas

Chegou definindo a forma do meu novo ser, me forçando a desempenhar novos papéis, que envolvam o minhas potencialidades.

Com tudo diferente na vida, e ansiosa com os próximos passos, não posso afirmar que eu sou a mesma pessoa. E nem quero, viu?

Lembrar o que realmente gosta, seguir os instintos e realmente embarcar no que SENTE ser seu caminho...

 Fluindo, de maneira natural, indo somente os meus desejos indicam...

"Ouça seu coração"

O Rei sucesso é dessa loja de fantasias. Ui.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vamos agir...

Ás de Paus

Fé em si próprio, inspiração amorosa, excitação, realizar decisões inovadoras, discernimento.

Como todos os ases, esta carta indica-lhe um novo vislumbrar da vida, e oportunidade de resolver os seus problemas com toda a sua criatividade. O naipe de Paus, indica uma imensa energia, com uma névoa envolvente de aventura e ação. =)

Mas nada de ficar divagando e planejando mundo afora. Ao entender a leitura da carta percebi que é hora de realizar mais e sonhar menos.  Tipo o Jack Bauer, do 24horas. Tudo pra ele é.... NOOOW!

Vou ali aproveitar os “ventos” favoráveis dessa carta, que aliás, saiu daqui.  =)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

10 de Ouros


A segunda promete. =)

O 10 de ouros representa mais do que a fartura - que já estava clara no 9 de Ouros -, mas a segurança e a estabilidade de quem sabe o que fazer com tudo que ganhou.

Quando li a descrição dessa carta no livreto lá de casa, veio TFP na cabeça: um centro que ensinava economia doméstica lá no Bronx, conhecido também como tradição, família e propriedade. Engraçada essa carta cair justo no dia de hoje - cheio de tarefas importantes a serem cumpridas -, e pela situação em que vivi no final de semana, que vivo no trabalho.

Estou confiante e contente dos meus caminhos e decisões, e, para alegria geral da nação, tem tudo quanto é sentimento, menos medo. =)

O hippie "bigodudo" veio daqui.

Boa semana!

Temptation



Heaven, a gateway, a hope
Just like a feeling I need, it's no joke
And though it hurts me to treat you this way
Betrayed by words, I'd never heard, too hard to say
Up, down, turn around
Please don't let me hit the ground
Tonight I think I'll walk alone
I'll find my soul as I go home.

Each way I turn, I know I'll always try
To break this circle that's been placed around me
From time to time, I find I've lost some need
That was urgent to myself, I do believe
Up, down, turn around
Please don't let me hit the ground
Tonight I think I'll walk alone
I'll find my soul as I go home.

Oh, you've got green eyes
Oh, you've got blue eyes
Oh, you've got gray eyes
Oh, you've got green eyes
Oh, you've got blue eyes
Oh, you've got gray eyes

And I've never seen anyone quite like you before
No, I've never met anyone quite like you before
Thoughts from above hit the people down below
People in this world, we have no place to go
Oh, it's the last time
Oh, I've never met anyone quite like you before

domingo, 16 de janeiro de 2011

VIIII Ouros

Olha, que coisa mais fofa: depois da tempestade vem a bonança! =)

O Google me contou que o 9 de ouros é muito bonita, e por incrível que pareça, para mim, parece ser continuação da reflexão da amiga Justiça, que rolou ontem. A carta fala de realizações passadas que retornam e trazem consigo surpreendentes resultados e melhora no estado geral da saúde (!).

Por conta disso, rola uma sensação de segurança, mira para oportunidades e uma conexão com a terra, a natureza, as raízes.

O domingo foi de um solzinho muito agradável, e veio a confiança de lembrar que tudo que é semeado com carinho, frutifica. =)

A exuberante de ouros é do Alexander Nanitchkov =)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tarda mas não falha.

Ao contrário da justiça clássica (com a venda nos olhos), a mocinha do tarot está de olhos bem abertos! A danada é aquela lucidez que de repente te faz perceber o efeito das nossas atitudes e o resultado de nossas opções - boas ou ruins.

Vamos combinar, já é difícil a gente se colocar no lugar dos que convivem conosco, agora imaginar ser um mero expectador, só analisando... Sabe aquela confusãozinha de sentimentos... saudade, esperança, fantasia... ? Tchau, nadinha de confusão. Tudo muito claro, até demais.

No meu dia de balança (ai!), algumas fichas caíram sobre a forma que tenho me habitado e consequentemente me relacionado com as pessoas. Perceber aqueles descuidos que a gente só tolera por que fazemos o mesmo com a gente...

Mas ó, hoje também recebi presentes maravilhosos! Momentos de cumplicidade, conversas, vários decks de tarot e um livro lindo de tatot, escrito em francês no ano que nasci. =)

Hint! Importante é ter a consciência não só dos nossos atos, mas principalmente os motivos que nos levam a fazê-los...  Semeando, a gente sempre colhe depois =)

Por falar nisso, olha que SENSACIONAL esse deck da Polkadotdoll! Vontade de colocar todas as cartas aqui!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mostrando serviço

Alá, chegou o Ás de Ouros!

Além da criança interior, esse é o destemido herói que surge para lutar contra os dragões que guardam a entrada da mina de ouro. Também, depois de tanto sofrimento, nada mais gostoso do que acordar para um dia de trabalho SEM DOR, e com duas atividades super importantes - uma delas é a reunião com um cliente categoria todo-poderoso.

"Deixe fluir porque 70% da conquista já estão assegurados, com mais 25% de trabalho e 5% de sorte, perfeito! Aquilo que você estava esperando tão ansiosamente vem parar na sua mão."

Que venha o dia de hoje! O nosso ás festivo veio daqui.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O vento e as ondas estão sempre a favor de quem sabe navegar...

Nossa amiga sacerdotisa, aqui numa imagem do tarot representativo, traz a intuição e o mistério. Ao que consta, é um dia de instrospecção, onde ao invés de informações, é importante atentar às sensações que o dia proporciona.

Curiosa que sou, passei no personare, e lá veio a lua pra me mandar um shut-up, de novo. Foi aí que tudo aconteceu:

A pessoa aqui "resolveu" espirrar e PÁ! Bati os dentes um no outro e a dor mais lancinante que eu senti na vida começou a tomar forma.

Gente do meu Brasil, isso é que é viver a sensação. As duas horas mais horrorosas da minha vida rumo ao dentista, onde só a meditação me salvou (três vivas pro livrinho da Cabala que ganhei de Natal).
Dentro do metrô de olhos fechados, tentando encontrar um espacinho na minha cabeça que pudesse me esconder de toda essa dor, soprando na cara do velhinho sentado à minha frente.

Ó, pude entender muita coisa. Não sou tão sensivel à dor (até chegadinha, de vez em quando), mas juro que visualizei pessoas batendo a cabeça na parede e... se eu tivesse uma arma e um diagnóstico de ter que viver eternamente com essa dor, juro: tiro na cabeça, na certa.

Chegando no dentista (Dr. Erik, você é vida - vida após à morte!), e descobri uma super inflamação no osso superior, aquele coladinho na bochecha. Bom... amoxilina, analgésico e um anti-alérgico só pra constar. Tenho uma semaninha de pausa no álcool, e agora, finalmente consigo pensar de novo.

Já te disse que a vida é boa?

Voltando para casa eu ainda estava sofrendo. Por alguns minutos a nuvem de dor foi embora, e pude reparar em uma senhorinha que mora na rua, perto do ponto de táxi na Barra Funda. Ela tava reclamandoi bagarai, e num rompante de compaixão e amor à vida, acenei e ofereci o meu melhor sorriso para o momento. A véia me respondeu com um dedo do meio e um "Aqui pra você, ó!" hahaha.

E eu AINDA não tinha entendido o motivo de ter de ficar quieta =)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

perfect kiss

5 de paus

Sabia que estava bom demais pra ser verdade... =)

Não sei se o Rei de Copas + Estrela impregnaram demais o meu ser, mas... já tirei a cartinha de hoje um pouco apreensiva.

Não que as coisas estejam tão boas (ou ruins), e nem que de fato acredite que essas cartinhas sejam O rumo da minha vida, mas... a gente nunca quer ver o pior, certo?

Como a ideia de retomar esse blog com base no tarot foi justamente a de refletir outros pontos de vista (e consequentemente estudar melhor as minhas próprias possibilidades), o 5 de paus me deixou de fato mais atenta às questões do meu cotidiano.

Tradicionalmente, o número 5 sempre indica conflitos... no caso do naipe de Paus, conflitos, disputas e competições, com energia de sobra!

Não tive essa sensação louca de disputa, mas só de observar o que se passava à minha volta, vi que o dia me proporcionou diversos obstáculos, que poderiam ter baixado a minha barra de energia loucamente: jobs mal brifados e impossíveis, servidores caindo, erros de projetos entregues há meses,  que apareceram só hoje... ai ai... disputar com quem, Brasil? Hahahaha. Minha disputa no caso é comigo mesma.... sempre.

A carta também pode indicar uma paixão  frenética, mas... nem uma fagulhinha pra contar história.


A imagem veio daqui

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Estrela

Primeiro, a terça-feira, né? Dia de homenagear deus Marte, Ares, Ogum, São Jorge, Santo Expedito, Santa Barbara... É um dia ideal para meditar naquilo que deve ser feito, tomar atitudes e cultuar os deuses e deusas que incentivam as atitudes e a ação.

Não sei explicar a sensação boa que veio quando saiu a Estrela. Mesmo existindo outras cartas positivas no tarot, a Estrela sempre foi a minha preferida... Quando me interessei pelo estudo do tarot, há aproximadamente uns 7 anos, essa foi a carta da meditação que escolhi para abrir o meu deck.

A sensação da hamornia, suavidade... a expansão da consciência, e integração com o mundo espiritual a que pertenço (e SEI que pertenço!).

Visão abrangente e clara, inspiração e orientação, que consequentemente reforça a auto-confiança, leve... perfumada.

Dia de enxergar dentro de si, eliminar o peso extra e finalmente fazer com que as novas oportunidades floresçam... afinal, eu ainda acredito - do fundo do meu coração -, que as pessoas são boas, e eu faço parte de um contexto muito maior do que eu.

Que esta Estrela seja a confirmação de que estamos na direção certa, protegidos e bem encaminhados. =)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Rei de Copas

Nada mal! Esse é o meu Rei de Copas, pá-pum, logo de cara.

A firmeza e claridade para a mudança que tô tão precisada...

Vem com ele a generosidade do destino em me trazer outras perspectivas sedutoras, desenterrar novos sonhos e encher-me novamente a taça de alegria!

O meu tá destrambelhado e festivo assim por que não pedi, mas veio. =)

A fonte tá aqui, ó.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O mago

Não sei por quanto tempo e nem ao certo o motivo pelo qual briguei com o tarot. Talvez tenha sido a velha dificuldade de olhar além, refletir, intuir.

A vida-morte-vida taí pra provar que há como notar um belo dia de sol sem sentir a dor do frio cortante...

Olhando pra luz, o mago me traz de volta ao mundo das letrinhas... pra pensar, falar e tentar digerir os caminhos e decisões que  me esperam.

Meu mago vem daqui - amei a fumacinha.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

passado

engraçado como a gente muda e as coisas ao nosso redor também mudam, automaticamente.

depois do inverno chega a primavera. dá um certo arrepio de colher as flores...

bate a vontade de parar e observar mais um pouco, tentar sentir o último gostinho daquele agora que já não é mais.

meu agora é fui.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Estejamos prontos

Estejamos prontos pra navegar
Estejamos prontos pra mergulhar
A vida é viagem
A vida é pra já

Odoya, Iemanjá
Odoya, Iemanjá

Estejamos prontos pra viajar
Estejamos prontos pro quer que seja
A vida é viagem
A vida é pra já

Odoya, Iemanjá
Odoya, Iemanjá

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

live or let die

Acontece. Acabei de ver que sim.

Todas as placas voltaram a indicar um novo caminho. um caminho, talvez, pra dentro. quantas trilhas e Elaines preciso (des)inventar para chegar à mim mesma?

domingo, 8 de agosto de 2010

mais um ciclo mudo se encerra. talvez seja verdade, e eu tenha de fato mais palavras do que sentimentos. talvez escrever seja uma necessidade para não turbilhar nas outras pessoas o que deveria guardar e digerir sozinha.

não dá pra pensar agora. nem pra me sentir aliviada. ainda.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

terça-feira, 20 de outubro de 2009

É difícil ser leve.

“A gente “se fixa” numa espécie de seriedade egoísta; mas é preciso erguer-se para um alegre esquecimento de si mesmo. Um homem “se afunda” num escritório marrom; mas ele tenta alcançar um céu azul. A seriedade não é uma virtude. Seria uma heresia, mas uma heresia muito mais sensata, dizer que a seriedade é um vício. É na verdade um lapso ou tendência natural a levar-se muito a sério, porque é a coisa mais fácil de fazer. Pois a solenidade flui dos homens naturalmente; mas o riso é um salto. É fácil ser pesado, é difícil ser leve.”

G.K. Chesterton em Ortodoxia

sábado, 12 de setembro de 2009

Eu sou Stefhany....


Eu sou linda... Absoluta... eu sou... Stefhany!

sábado, 18 de julho de 2009

o (im)perceptível

subindo lentamente a pé a brigadeiro numa tarde cinzenta, bolha no pé esquerdo e roupa de ontem. domingo, ressaca, vinho. aproximando-me do cruzamento, passei o olhar por toda a minha volta e visualizei perifericamente a presença de um mendigo que se aproximava da esquina em que estava.

como de costume, pairei meu meu olhar através dele como se não o enxergasse. intimamente torci para que houvesse tempo de atravessar a rua e continuar minha vida sem percebê-lo. não deu tempo e o sinal fechou: não havia mais como voltar atrás, éramos somente ele e eu parados na esquina; eu sentindo seu olhar sobre mim.

eu continuava propositalmente imóvel quando ele levantou seu indicador e levemente tocou meu ombro. "estou aqui, não finja", seus olhos me disseram. retribuí desconcertada com o olhar, meu honesto pedido de desculpas.

o farol abriu e ele seguiu adiante. eu continuei aqui, na esquina da auto-recriminação.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

das verdades que escoam pelas mãos

chega um momento em que é a hora de largar o lápis e aparar as arestas da própria linha de raciocínio. recortar e colar informações da vida não colabora mais tanto quanto deveria, e o eixo (aquela linha tênue entre expectativa e realidade) perde a forma, perde a trilha das migalhas de pão que foram jogadas justamente para que demarcar o caminho de volta.

a sabedoria não está somente em saber seguir, mas também em entender a importância de voltar. não no sentido de voltar atrás mas no de revisitar o lugar de origem, aquele segundo que explodiu a primeiro desejo de ir além e experimentar os novos sabores.

parei e repassei mentalmente todos os passos que me trouxeram até aqui, e percebi que nem todos os atalhos necessariamente pouparam ou encurtaram a minha caminhada. percebi também que os companheiros de caminhada podem ter o ritmo completamente diferente do seu, e o que importa mesmo é que nos dêem a esperança de que é possível chegar lá.

por hoje, decidi ficar por aqui. esperando os bons ventos que tragam as passadas firmes e decididas que me levem aonde eu mereço estar.

domingo, 31 de maio de 2009

doçura

a cumplicidade que entrelaçou os milésimos de segundos em que seus olhares encontravam-se foi o sinal que tanto esperava para assumir de fato que o queria.

contagiada pelo bater forte de seu coração, fui munida de lábios trêmulos ao universo paralelo da doçura que poucos podem sentir.

lá estava eu, me sentindo viva e apavorada, achando graça da timidez dele ao olhar para mim.

lá estava ele, entalhando uma nova marquinha na árvore dos ínfimos momentos doces.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ele era daquele tipo de homem que considera a recusa da cumplicidade como uma condição de erotismo.

Ela fora atingida em cheio (nunca soube ao certo o que amava naquele homem, fora a relação que ele propunha nas entrelinhas), mas acabou por sobreviver e acreditava realmente que pudesse tirar algum proveito daquele deserto.

Lidar com a imensa e oculta solidão de contar somente consigo mesma ressecava e empobrecia cada vez mais sua superfície de contato com a vida. O cabelo amarfanhou, as unhas escureceram e os dentes - últimos resquícios de dignidade - escapavam-lhe pela boca.

O tempo havia passado e toda aquela muralha que havia eficazmente construído com o intuito de fortaleza simplesmente a afastou das possibilidades do além-jardim. O verde florido do mundo externo ousava roçar a base de seus muros, mas nunca mais pôde hidratar suas raízes.

Pensava secretamente que quando não se pode contar com quem ama, não há mais ninguém a quem recorrer, mas... Afinal, o que é o amor? E se fosse apenas uma bandeira rota que insistem em levantar como isenção da responsabilidade de assumir a sua vida por completo? Não se perdoaria em repetir essa fraqueza. Ela era a fortaleza, e morreria sendo.

Até o dia em que um (des)conhecido fez uma gentileza qualquer e a ela atinou que passou anos de sua vida co-existindo com o espectro de sua falecida idéia de vida.

Uma delicadeza qualquer, que passaria batida em qualquer outra situação, com qualquer outra pessoa. Mas era ela. E do alto de sua torre seca, subitamente nasceu a deliciosa vontade de pular, de se deixar morrer, pelo menos uma vez.

Morrer para renascer, para tornar-se qualquer outra forma. Para morrer quantas vezes necessário, e nunca mais embalsamar-se.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

o ciclo recomeça, e é a hora de abrir e entortar o bambolê, pra não fechar mais. pra não começar tudo de novo.

quanto mais treino para manter o ritmo mais clara fica a consciência dos fractais que remontam a amazônia quando cozinho brócolis, que me jogam no fracasso quando insisto em fazer comigo as mesmas coisas de sempre.

segunda-feira, 23 de março de 2009

vida real

Ela inseto, ele réptil.
Ele roots, ela geek.
Ela outono, ele verão.
Ele mudo, ela festiva.
Ela é dele. Ele nem sonha.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

resolveu sumir. isso mesmo. sumir do mundo e da realidade que há pelo menos 20 anos chamava de sua. o mundo lhe vinha somente através dos jornais velhos que os vizinhos descartavam, e do barulho da rua.

nunca parou pra pensar no passado e de fato sentia que não tinha absolutamente qualquer vínculo com os dispositivos que usava para reconhecer suas emoções.

saiu em um dia chuvoso, depois de muito tempo. buscou um bar, um rosto ou qualquer momento que significasse qualquer coisa. a mesma cenografia, e apesar de os rostos serem outros, continham os mesmos olhares apáticos. apáticos como o seu.

correndo pelas ruas, escorregou no meio fio e sentiu claramente o ódio cegar-lhe e entalar em sua garganta. gritou e esmurrou um muro até cansar. enquanto vociferava, mordeu o lábio inferior. estava vivo, era óbvio, ao ver o sangue escorrer pela camisa branca. mas não sentia nada, a dor interior era infinitamente maior do que qualquer rasgo em sua carcaça.

- porra!

arfando, se deixou tomar pelo vazio, e as coisas voltaram a ser como era: a velha porta de madeira com vidro floreado, o chão surrado e pintado das velhas ceras vermelhas. chegou cambaleante até o carro coberto das carcaças adocicadas de flores amarelas.

o espaço começou a parecer impessoal. de alguma forma, pareceu surpresa quando o cachorro lhe recebeu latindo. sempre imaginou que sua vida seria em outro lugar, e tudo que havia reunido em sua vida era somente consequência daquela espera.

fitou a porta do lugar que chamava de casa, e viu os esperançosos anos se transformarem efêmeros momentos, nem sempre bons, nem totalmente ruins. era aquele oco. sempre.

despiu-se no corredor, a mancha de sangue da caminha marcando o chão até seu quarto. vestiu uma roupa florida que considerava absurdamente ridícula. agarrou uma garrafa de vinho vagabundo que ganhou no último natal e tomou em goladas imensas, como se estivesse com toda a sede do mundo. o doce agressivo do vinho aguado e o álcool imobilizavam aos poucos suas pernas, e o desejo de fugir não passava de uma idéia distante.

acordou com uma dor de cabeça lancinante, foi até o corredor, pegou o jornal do dia anterior e se segurou para não gargalhar de desespero.

sábado, 20 de dezembro de 2008

VEM QUE VEM !

Amo poucas coisas no mundo (mentira!)... Esse vídeo é uma dessas coisas....

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Hosróscopo

"A vida gosta de você quando você gosta dela. A vida é o que você fizer dela, pois esta já era antes de seu nascimento e continuará sendo depois de você falecer. Por isso, aproveite cada instante como se fosse o derradeiro."

Valeu! Tô curtindo, tô curtindo

será que isso é vinho mesmo?

insônia, mais uma. dessa vez, e ao contrário do motivo comum: o silêncio. Na minha casa, os carros passam loucamente pela janela a noite inteira. freiadas, roncos de motor e músicas de gosto duvidoso visitam meu meio sono até que eu vença pelo cansaço ou acorde para observar o nada - ou o eterno movimento da cidade. ela nunca dorme. nem eu.

desde que perdi a aliança, estou com uma sensação de pendência comigo mesma, com a necessidade de explicar-me o que está acontecendo.

fiquei triste em perdê-la, principalmente por que era de ouro branco. ao mesmo tempo feliz, por que a ganhei de um ex-namorado que apesar de muito importante para a época, não existe mais na minha vida, e o bom-senso diz que eu deveria tê-la eliminado de minha rotina há quase 10 anos atrás.

triste por que era de ouro branco, e era dele. e ele era parte do que eu acreditava ser em mim o pedaço vivo de amor e desejo, o que um dia nutri por ele.

feliz em descobrir que existem cacarecos e energias que a gente insiste em carregar supondo que possam substituir ou prolongar sensações que já não podem ser repetidas. também por saber - após essa perda -, percebo que por detrás do nada de cada noite há um grande universo de estrelas - e é aí que está a mágica da existência dessas sensações: a volatilidade e significância de de cada segundo de felicidade.

agora sem ela, ele de fato deixou de existir - e não há 10 anos atrás, quando de fato aconteceu. e pela primeira vez sei que o amor que tenho para o mundo (e principalmente para mim) são infinitamente mais valiosos do que o ouro branco, e não pode ser perdido.

beeelo template!

e nem de verde eu gosto :}

pimba!

mais um domingo insone, como de praxe. o cigarro, eu e ocasionalmente você, nessas letras malucas que não precisam fazer sentido, até porque nunca foi esse o objetivo.

Engraçado que a gente idealiza, idealiza e quando menos percebe... PIMBA! Bateu.

Estou feliz por trama de motivos banais. São tantos e tão particulares que desataram mil nós em um segundo: não gostaria de estar em qualquer lugar do planeta senão aqui, sendo euzinha, agora.

Está tudo estranho? Sim. Mas estou com a sensação de que tudo pode passar batido (como sempre), ou de que tenho mais uma vez a meu favor o poder de puxar a linha que desfaz ou tecer novamente o novelo puído do meu filme.

há! compartilhei.

lembrancinhas

Fora as lembranças cotidianas (a casa grande, o cheiro de tinta e principalmente a tonalidade do dia quando ia embora), sua primeira lembrança datava dos 4 anos de idade; e era a lembrança de uma humilhação.

Numa tarde de primavera, a professora ensinava a uma parte das crianças como fazer colares de flores ou folhas, para que ao terminar pudessem enlaçar um amiguinho preferido com ele.

Uma após a outra, as crianças terminavam o colar e iam passá-lo em torno do coleguinha almejado. Ao contrário dos outros, não avançava, as folhas arrebentavam-se, tudo destruía-se entre suas mãos. Como explicar-lhes que necessitava de amor? Como, sem o colar de folhas? Começou a chorar de raiva, de solidão. A professora não veio ajudar-lhe. Quando levantou os olhos, todos tinham ido, e a escola estava fechando.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

semear-se

Ir fundo dentro de si é ao mesmo tempo desorientador e bonito. Porque só lá no fundo é que a terra é mais fértil, pode-se plantar o que quiser, sem a preocupação com os olhares externos.

A contância da boa colheita vem com a observação e principalmente amor à terra semeada. Somos o íntimo, o potencial escondido dentro de uma matéria orgânica. Material esse que reflete a fome da nossa alma descuidada, viciada e dependente de sofrimentos embutidos nos imediatismos sociais.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

pau no cu do mundo!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

o mundo é seu espelho

Quando sair dessa casca, meu bem, saberá que os outros são a imagem refletida da mentira que você carrega. Mude, e seu mundo mudará.

Possuir-se e render-se ao mesmo tempo. Conhecer-se e dominar-se.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Busca vida

vou sair pra ver o céu
vou me perder entre as estrelas
ver da onde nasce o sol
como se guiam os cometas pelo espaço
e os meus passos
nunca mais serão iguais

se for mais veloz que a luz
então escapo da tristeza
deixo toda a dor pra trás
perdida num planeta abandonado
no espaço
e volto sem olhar pra trás

no escuro do céu
mais longe que o sol

perdido num planeta abandonado
no espaço

ele ganhou dinheiro
assinou contratos
trocou o terno
trocou o carro
e desaprendeu a caminhar no céu
e foi o princípio do fim

se for mais veloz que a luz
então escapo da tristeza
deixo toda a dor pra trás
perdida num planeta abandonado
no espaço
e volto sem olhar pra trás

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

sobre mim, sobre você

Miséria dá dinheiro e ibope. Depressão é rotina e as fobias estão na moda. Pílulas, fumaças e o álcool amenizam essa vida cenográfica aonde somos a cela, o preso e o carcereiro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

elaine a roncar

estava elaine tentando acordar
há mais de um mês sem celular

ipod com alarme, o fone é baixo
elaine a roncar

estava elaine tentando acordar
pegou uma caixa de som popular

plugou no ipod, na caixa, a caixa sem pilha
elaine a roncar

estava elaine tentando acordar
achou um usb pra caixa ligar

ipod com alarme, ipod na caixa, a caixa no note, note sem carga
elaine a roncar

estava elaine tentando acordar
pensou que a tomada podia ajudar

ipod com alarme, ipod na caixa, a caixa no note, o note na tomada
elaine a arrasar

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

CONCORDO QUE

fui cretina
quando ofereci a outro
o que prometi para você
(você descuidou, meu bem)

pra habitar meu coração
no mínimo, usucapião

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Me explica por que é tão forte, que eu te mostro que é verdade

Delícia é saber que nesse exato momento você sabe que estou pensando em você, mais uma vez. Feliz de sentir que também está pensando e mim, ciente e contente de que somos e sempre seremoes isso: sonhos, pensamentos, desejos...

Amores pré-sintonizados, recriando o universo de uma forma única. Pequenos e imensos prazeres acompanhados de bons vinhos, baforadas e sorrisos cúmplices, abobalhados.

sábado, 9 de agosto de 2008

Once upon a time

Mother I'm tired
come surrender my son
time has ravaged on my soul
no plans to leave but still I go

Fallin' with the leaves
fallin' out of sleep
to the last goodbyes
who cares why?

Mother I've tried
wasting my life
I haven't given up, I lie
to make you so proud in my eyes

Fallin' out of sleep
crawlin' over me
to the last goodbyes
who cares why?

Tuesdays come and gone
restless i still drive
try to leave it all behind

fallin', fallin' out of sleep
fallin', fallin' with the leaves
I go crawlin', crawlin' over me

Once upon a time in my life...
I went falling...

Mother I hope you know
that I miss you so
time has ravaged on my soul
to wipe a mothers tears grown cold