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Mostrando postagens de janeiro, 2005

.: porquês :.

Por afinal eu me pego novamente cutucando com a agulha de tricô aquela ferida antiga, vasculhando inescrupulosamente essa dor que nem tenho certeza ser minha Mesmo quando passado, não era presente. Já não era bonito e nem era meu. Por que, então? Incansavelmente, repasso a mesma cena, até sentir o chão rodar e o peito encher de mágoa. Ranço por nunca optar por estar comigo, cansaço por nadar em vão nos fatos rasos que nunca preencheram minha piscina de bolinhas coloridas.