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Mostrando postagens de maio, 2007

.: meu cafofo :.

25 anos depois, hoje é o grande dia. Desde que me entendo por gente, esperei pelo momento que sairia de casa, da casa aonde se encontram os rascunhos originais de todas as pessoas que conheço por família. Histórias, sensações, objetos... tudo o que fui durante praticamente 16 anos da minha vida. Cada foto, rodapé, parede, piso quebrado. Eu sei de tudo, tudo. Eu senti tudo. Na prática, percebi que, para (sobre)viver, preciso basicamente de uma bolsa que separei: com o notebook e a pasta de todos os documentos. Com isso, posso trabalhar, e ser gente, como pede a cartilha. Todas as outra coisas são apenas o elo paupável com tudo de mim que não quero esquecer. Engraçado, depois de muito tempo, ter a sensação de sábado no quarto de casa, revendo 1/4 de século dentro desse universo dentro de quatro paredes. A sensação de ter que dar um jeito de guardar todas as lembranças na cabeça de uma vez só, para não ter que morar para sempre com os bilhetinhos, notas, borrachas, telefones, cartas,...