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Mostrando postagens de julho, 2002
10 dias depois, com cheiro de chá verde do banho, a realização de que é assim mesmo, e tal e coisa. beijo na bunda e até segunda.

.: suave é viver só :.

Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias. A realidade Sempre é mais ou menos Do que nós queremos. Só nós somos sempre Iguais a nós-próprios. Suave é viver só. Grande e nobre é sempre Viver simplesmente. Deixa a dor nas aras Como ex-voto aos deuses. Vê de longe a vida. Nunca a interrogues. Ela nada pode Dizer-te. A resposta Está além dos deuses. Mas serenamente Imita o Olimpo No teu coração. Os deuses são deuses Porque não se pensam. 1-7-1916 Odes de Ricardo Reis  . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994).   - 68.

.: amar sem temer :.

das sensações mais esquisitas, é essa: soco no estômago com fiozinho gelado pela espinha. confiar ou não, deixou de ser a questão. repasso mentalmente palavras que nunca foram minhas. sensação de verão quente, num tapa de vento no rosto; toca o alarmezinho constante: "não se meta onde não deve". pergunta que nunca cala: será que algum dia saberemos amar sem temer?