Nossa amiga sacerdotisa, aqui numa imagem do tarot representativo, traz a intuição e o mistério. Ao que consta, é um dia de instrospecção, onde ao invés de informações, é importante atentar às sensações que o dia proporciona.
Curiosa que sou, passei no personare, e lá veio a lua pra me mandar um shut-up, de novo. Foi aí que tudo aconteceu:
A pessoa aqui "resolveu" espirrar e PÁ! Bati os dentes um no outro e a dor mais lancinante que eu senti na vida começou a tomar forma.
Gente do meu Brasil, isso é que é viver a sensação. As duas horas mais horrorosas da minha vida rumo ao dentista, onde só a meditação me salvou (três vivas pro livrinho da Cabala que ganhei de Natal).
Dentro do metrô de olhos fechados, tentando encontrar um espacinho na minha cabeça que pudesse me esconder de toda essa dor, soprando na cara do velhinho sentado à minha frente.
Ó, pude entender muita coisa. Não sou tão sensivel à dor (até chegadinha, de vez em quando), mas juro que visualizei pessoas batendo a cabeça na parede e... se eu tivesse uma arma e um diagnóstico de ter que viver eternamente com essa dor, juro: tiro na cabeça, na certa.
Chegando no dentista (Dr. Erik, você é vida - vida após à morte!), e descobri uma super inflamação no osso superior, aquele coladinho na bochecha. Bom... amoxilina, analgésico e um anti-alérgico só pra constar. Tenho uma semaninha de pausa no álcool, e agora, finalmente consigo pensar de novo.
Já te disse que a vida é boa?
Voltando para casa eu ainda estava sofrendo. Por alguns minutos a nuvem de dor foi embora, e pude reparar em uma senhorinha que mora na rua, perto do ponto de táxi na Barra Funda. Ela tava reclamandoi bagarai, e num rompante de compaixão e amor à vida, acenei e ofereci o meu melhor sorriso para o momento. A véia me respondeu com um dedo do meio e um "Aqui pra você, ó!" hahaha.
E eu AINDA não tinha entendido o motivo de ter de ficar quieta =)

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